{"id":147,"date":"2021-05-24T11:54:59","date_gmt":"2021-05-24T14:54:59","guid":{"rendered":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=147"},"modified":"2022-02-21T14:11:24","modified_gmt":"2022-02-21T17:11:24","slug":"ave-maria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=147","title":{"rendered":"Ave Maria"},"content":{"rendered":"\n<p>A Ave Maria (algumas vezes chamada de &#8220;Sauda\u00e7\u00e3o ang\u00e9lica&#8221;) \u00e9 a mais familiar das <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00f5es<\/a> utilizadas pela Igreja Universal em <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07462a.htm\">honra<\/a> de Nossa <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15464b.htm\">Bendita Senhora<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 comumente descrita como consistindo de tr\u00eas partes. A primeira, &#8220;Ave (Maria) cheia de gra\u00e7a, o Senhor \u00e9 convosco, bendita \u00e9s tu entre as mulheres&#8221;, incorpora as palavras usadas pelo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06330a.htm\">Anjo Gabriel<\/a> ao saudar a Bendita Virgem (Lucas, I, 28). A segunda, &#8220;e bendito \u00e9 o fruto do teu vosso ventre (<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08374c.htm\">Jesus<\/a>)&#8221;, \u00e9 emprestada do cumprimento divinamente inspirado de Sta. Isabel (<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/bible\/luk001.htm#vrs42\">Lu<\/a>cas 1:42), que se soma mais naturalmente \u00e0 primeira parte, porque as palavras &#8220;benedicta tu in mulieribus&#8221; (I, 28) ou &#8220;inter mulieres&#8221; (I, 42) s\u00e3o comuns a ambas as sauda\u00e7\u00f5es. Finalmente, a peti\u00e7\u00e3o &#8220;Santa Maria, M\u00e3e de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06608a.htm\">Deus<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">rogai<\/a> por n\u00f3s pecadores, agora e na hora de nossa morte. <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01407b.htm\">Am\u00e9m<\/a>.&#8221; \u00e9 afirmada pelo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13120c.htm\">&#8220;Catecismo do Conc\u00edlio de Trento&#8221;<\/a> oficial como tendo sido composto pela pr\u00f3pria <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a>. &#8220;Com toda raz\u00e3o&#8221;, diz o Catecismo, &#8220;a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Santa Igreja de Deus<\/a> acrescentou a esta a\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as, tamb\u00e9m peti\u00e7\u00e3o e a invoca\u00e7\u00e3o da mais <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07386a.htm\">santa<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15464b.htm\">M\u00e3e de Deus<\/a>, deste modo indicando que n\u00f3s devemos piedosa e suplicantemente recorrer a ela para que por sua intercess\u00e3o ela possa reconciliar <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06608a.htm\">Deus<\/a> conosco pecadores e obter para n\u00f3s as b\u00ean\u00e7\u00e3o de que precisamos tanto para esta presente vida como para aquela que n\u00e3o ter\u00e1 fim.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"origem\">Origem<\/h2>\n\n\n\n<p>Era previs\u00edvel que as palavras marcantes da sauda\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06330a.htm\">anjo<\/a> seria adotada pelos fi\u00e9is t\u00e3o logo que uma devo\u00e7\u00e3o pessoal \u00e0 <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15464b.htm\">M\u00e3e de Deus<\/a> se manifestasse na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a>. A forma apresentada pela <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15515b.htm\">Vulgata<\/a>, <em>Ave gratia plena<\/em>, &#8220;Ave cheia de gra\u00e7a&#8221;, foi frequentemente criticada como uma tradu\u00e7\u00e3o por demais expl\u00edcita do grego <em>chaire kecharitomene<\/em>, mas as palavras s\u00e3o em todo caso mais marcantes, e a Vers\u00e3o Revisada <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01498a.htm\">Anglicana<\/a> agora suplementa o &#8220;Ave, tu que \u00e9 grandemente agraciada&#8221; da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02141a.htm\">Vers\u00e3o Autorizada<\/a> original pela alternativa marginal, &#8220;Ave tu, dotada de gra\u00e7a&#8221;. N\u00e3o nos surpreende, portanto, encontrar estas ou an\u00e1logas palavras empregadas em um ritual sir\u00edaco atribu\u00eddo a Severo, <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11549a.htm\">Patriarca<\/a> de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01570a.htm\">Antioquia<\/a> (c. 513), ou por <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01473b.htm\">Andr\u00e9 de Creta<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08459b.htm\">S. Jo\u00e3o Damasceno<\/a>, ou ainda no &#8220;Liber Antiphonarious&#8221; de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06780a.htm\">S. Greg\u00f3rio Magno<\/a> como o ofert\u00f3rio da missa para o quarto <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14335a.htm\">Domingo<\/a> do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a>. Mas tais exemplos dificilmente garantem a conclus\u00e3o de que a Ave Maria j\u00e1 estava em uso em t\u00e3o primevo per\u00edodo na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a> como uma f\u00f3rmula separada de devo\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03449a.htm\">cat\u00f3lica<\/a>. Similarmente uma hist\u00f3ria atribuindo a introdu\u00e7\u00e3o da Ave Maria a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07649b.htm\">Sto. Ildefonso<\/a> de Toledo deve provavelmente ser considerada como <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01601a.htm\">ap\u00f3crifa<\/a>. A lenda narra como <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07649b.htm\">Sto. Ildefonso<\/a> indo \u00e0 igreja \u00e0 noite encontrou Nossa Senhora sentada na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01659a.htm\">abside<\/a> em sua pr\u00f3pria <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03437a.htm\">cadeira episcopal<\/a> cercada por um coro de virgens que lhe cantavam louvores. Ent\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07649b.htm\">Sto. Ildefonso<\/a> se aproximou &#8220;fazendo uma s\u00e9rie de genuflex\u00f5es e repetindo a cada uma delas aquelas palavras da sauda\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06330a.htm\">anjo<\/a>: &#8216;Ave Maria cheia de gra\u00e7a o Senhor \u00e9 contigo, bendita \u00e9s tu entre as <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15687b.htm\">mulheres<\/a>, e bendito \u00e9 o fruto do vosso ventre'&#8221;. <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15464b.htm\">Nossa Senhora<\/a> ent\u00e3o se mostrou agradecida pela homenagem e recompensou o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04171a.htm\">santo<\/a> com o presente de uma bela <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03639a.htm\">casula<\/a> (Mabillon, Acta SS. O.S.B., saec V, pref., no. 119). A hist\u00f3ria, no entanto, em sua forma expl\u00edcita n\u00e3o pode ser rastreada para mais al\u00e9m do que Hermann de Laon no come\u00e7o do s\u00e9culo XII.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade h\u00e1 pouco ou nenhum vest\u00edgio da Ave Maria como uma f\u00f3rmula de devo\u00e7\u00e3o aceita antes de 1050. Todas as evid\u00eancias sugerem que ela surgiu de certos vers\u00edculos e respons\u00f3rios ocorridos no Pequeno Of\u00edcio ou Curso da Bendita Virgem que s\u00f3 \u00e0quela \u00e9poca estava entrando em uso entre as ordens mon\u00e1sticas. Dois <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09614b.htm\">manuscritos<\/a> anglo-sax\u00f5es no Museu Brit\u00e2nico, um dos quais pode ser t\u00e3o velho quanto o ano 1030, mostra que as palavras &#8220;Ave Maria&#8221; etc. e &#8220;benedicta tu in mulieribus et benedictus fructus ventris tui&#8221; apareciam em praticamente cada parte do Curso, e embora n\u00f3s n\u00e3o possamos ter certeza de que estas cl\u00e1usulas eram a princ\u00edpio unidas de maneira a fazer uma \u00fanica <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00e3o<\/a>, h\u00e1 evid\u00eancias conclusivas de que isto veio a acontecer pouco mais tarde. (Ver &#8220;O M\u00eas&#8221;, nov., 1901, pp. 486-8.) A grande cole\u00e7\u00e3o de lendas marianas que come\u00e7ou a ser formada nos primeiros anos do s\u00e9culo XII (ver Mussafia, &#8220;Marien-legenden&#8221;) nos mostra que esta sauda\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora rapidamente se tornou amplamente prevalente como uma forma de devo\u00e7\u00e3o privada, embora n\u00e3o esteja claro o qu\u00e3o longe foi o costume de incluir a cl\u00e1usula &#8220;e <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02599b.htm\">bendito<\/a> \u00e9 o fruto do vosso ventre&#8221;. Por\u00e9m o Abade Baldwin, um <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03780c.htm\">cisterciense<\/a> que foi sagrado <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01691a.htm\">Arcebispo<\/a> de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03299b.htm\">Canterbury<\/a> em 1184, escreveu antes desta data um tipo de par\u00e1frase da Ave Maria na qual ele diz: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A esta sauda\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06330a.htm\">anjo<\/a>, pela qual n\u00f3s diariamente cumprimentamos a mais Bendita Virgem, n\u00f3s estamos acostumados a acrescentar as palavras &#8220;e bendito \u00e9 o fruto do vosso ventre&#8221;, por cuja cl\u00e1usula Isabel num momento posterior, ao ouvir a sauda\u00e7\u00e3o da Virgem a ela, a tomou e completou, como se fossem as palavras do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06330a.htm\">anjo<\/a>, dizendo: &#8220;Bendita \u00e9s tu entre as <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15687b.htm\">mulheres<\/a> e bendito \u00e9 o fruto do vosso ventre.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00e3o muito depois disto (c. 1196) n\u00f3s encontramos um <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04670a.htm\">decreto<\/a> sinodal de Eudes de Sully, <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">Bispo<\/a> de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11480c.htm\">Paris<\/a>, ordenando o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04049b.htm\">clero<\/a> a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05001a.htm\">ver<\/a> que a &#8220;Sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 Bendita Virgem&#8221; era familiarmente conhecida do rebanho bem como o Credo e a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09356a.htm\">Ora\u00e7\u00e3o do Senhor<\/a>; e depois desta data decretos similares passaram a ser frequentes em cada parte do mundo, come\u00e7ando na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05445a.htm\">Inglaterra<\/a> com o S\u00ednodo de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05211a.htm\">Durham<\/a> em 1217.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"a-ave-maria-uma-saudacao\">A Ave Maria, uma sauda\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Para compreender os desenvolvimentos iniciais desta devo\u00e7\u00e3o \u00e9 importante se ater ao fato de que aqueles que primeiro usaram esta f\u00f3rmula reconheciam completamente que a Ave Maria era meramente uma forma de sauda\u00e7\u00e3o. Foi portanto um longo costume acompanhar as palavras com alguns gestos externos de homenagem, uma genuflex\u00e3o, ou ao menos uma inclina\u00e7\u00e3o de cabe\u00e7a. De Sto. Aybert, no s\u00e9culo XII, \u00e9 registrado que ele recitava 150 <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07110b.htm\">Ave Marias<\/a> diariamente, 100 com <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06423a.htm\">genuflex\u00f5es<\/a> e 50 com prostra\u00e7\u00f5es. Deste modo Thierry nos fala de S. Luis da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06166a.htm\">Fran\u00e7a<\/a> que &#8220;sem contar suas outras <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00f5es<\/a> o santo Rei se <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06423a.htm\">ajoelhava<\/a> todas as tardes cinquenta vezes e a cada vez ele se levantava e ent\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06423a.htm\">ajoelhava<\/a> de novo e repetia lentamente uma Ave Maria&#8221;. Ajoelhar-se na Ave Maria era ordenado em muitas das ordens <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12748b.htm\">religiosas<\/a>. Ent\u00e3o no Ancren Riwle, um tratado que um exame do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09614b.htm\">manuscrito<\/a> 402 de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04390b.htm\">Corpus Christi<\/a> mostra ser de uma \u00e9poca anterior ao ano de 1200, as irm\u00e3s s\u00e3o instru\u00eddas a, ao recitar ambos o Gloria ao Pai e a Ave Maria no Of\u00edcio, elas deveriam ou fazer uma genuflex\u00e3o ou se inclinar profundamente de acordo com o tempo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">eclesi\u00e1stico<\/a>. Deste modo, devido \u00e0 fadiga destas repetidas prostra\u00e7\u00f5es e <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06423a.htm\">genuflex\u00f5es<\/a>, a r\u00e9cita de um n\u00famero de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07110b.htm\">Ave Marias<\/a> foi frequentemente considerada como um exerc\u00edcio penitencial, e \u00e9 registrado de certos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04171a.htm\">santos<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02364b.htm\">canonizados<\/a>, p.ex. a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11164a.htm\">freira<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12354c.htm\">dominicana<\/a> Sta. Margarete (m. 1292), filha do Rei da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07547a.htm\">Hungria<\/a>, que em certos dias ela recitava a Ave mil vezes com mil prostra\u00e7\u00f5es. Este conceito de Ave Maria como uma forma de sauda\u00e7\u00e3o explica em alguma medida a pr\u00e1tica, que \u00e9 certamente mais velha que a \u00e9poca de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05106a.htm\">S. Domingos<\/a>, de repetir a sauda\u00e7\u00e3o por pelo menos 150 vezes seguidas. A <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07630a.htm\">ideia<\/a> \u00e9 assemelhada \u00e0quela do &#8220;Santo, Santo, Santo&#8221;, que somos ensinados a pensar que segue continuamente at\u00e9 diante do trono no mais alto dos c\u00e9us.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"desenvolvimento-da-ave-maria\">Desenvolvimento da Ave Maria<\/h2>\n\n\n\n<p>No tempo de S. Luis a Ave Maria terminava com as palavras de S. Isabel: &#8220;<em>benedictus fructus ventris tui<\/em>&#8220;; ela foi desde ent\u00e3o estendida pela introdu\u00e7\u00e3o tanto do Santo Nome quanto da cl\u00e1usula de peti\u00e7\u00e3o. Com respeito \u00e0 adi\u00e7\u00e3o da palavra &#8220;Jesus&#8221; our, como era corrente no s\u00e9culo XV, &#8220;Jesus Cristo, Am\u00e9m&#8221;, \u00e9 comumente dito que assim era devido \u00e0 iniciativa do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15212a.htm\">Papa Urbano IV<\/a> (1261)e para a confirma\u00e7\u00e3o e <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07783a.htm\">indulg\u00eancia<\/a> de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08431a.htm\">Jo\u00e3o XXII<\/a>. A evid\u00eancia n\u00e3o parece suficientemente clara para garantir uma afirma\u00e7\u00e3o positiva sobre o assunto. Ainda assim, n\u00e3o pode haver <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05141a.htm\">d\u00favida<\/a> de que esta foi uma <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02408b.htm\">cren\u00e7a<\/a> espalhada no fim da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10285c.htm\">Idade M\u00e9dias<\/a>. Um manual religioso popular alem\u00e3o do s\u00e9culo XV (&#8220;Der Selen Tro\u00efst&#8221;, 1474) at\u00e9 mesmo divide a Ave Maria em quatro por\u00e7\u00f5es e declara que a primeira parte foi composta pelo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06330a.htm\">Anjo Gabriel<\/a>, a segunda por Sta. Isabel, a terceira, consistindo apenas do Santo Nome, Jesus Cristo, pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12260a.htm\">papas<\/a>, e a \u00faltima, i.e. a palavra <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01407b.htm\">Am\u00e9m<\/a>, pela <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"a-ave-maria-como-uma-oracao\">A Ave Maria como uma ora\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>\u00c9 geralmente usado como um assunto de reprova\u00e7\u00e3o contra os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03449a.htm\">cat\u00f3licos<\/a> pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12700b.htm\">reformados<\/a> que a Ave Maria que eles repetem t\u00e3o constantemente n\u00e3o seria propriamente uma <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00e3o<\/a>. Seria uma sauda\u00e7\u00e3o que n\u00e3o conteria qualquer peti\u00e7\u00e3o (ver. e.g. Latimer, Obras, II, 229-230). Esta obje\u00e7\u00e3o parece ter sido percebida h\u00e1 muito tempo, e como consequ\u00eancia n\u00e3o era incomum durante os s\u00e9culos XIV e XV para aqueles que recitavam suas Aves privadamente adicionar algumas cl\u00e1usulas ao final, ap\u00f3s as palavras &#8220;ventris tui Jesus&#8221;. Vest\u00edgios desta pr\u00e1tica nos encontram particularmente nas par\u00e1frases em versos da Ave que datam daquele per\u00edodo. A mais famosa delas \u00e9 a que \u00e9 atribu\u00edda, embora incorretamente, a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04628a.htm\">Dante<\/a>, e pertencendo em todo o caso \u00e0 primeira metade do s\u00e9culo XIV. Nesta par\u00e1frase a Ave Maria termina com as seguintes palavras: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>O Vergin benedetta, sempre tu<br>Ora per noi a Dio, che ci perdoni,<br>E diaci grazia a viver si quaggiu<br>Che&#8217;l paradiso al nostro fin ci doni<\/em>; <br><br>(\u00d3 <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15464b.htm\">bendita Virgem<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">roga<\/a> a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06608a.htm\">Deus<\/a> por n\u00f3s sempre, que Ele possa nos perdoar e nos dar a gra\u00e7a, para viver aqui embaixo de modo que Ele possa nos recompensar com o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14519a.htm\">para\u00edso<\/a> na nossa morte.)<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Comparando as vers\u00f5es da Ave existentes em v\u00e1rias l\u00ednguas, p.ex. italiana, espanhola, alem\u00e3, proven\u00e7al, n\u00f3s descobrimos que h\u00e1 uma tend\u00eancia geral a concluir com uma apela\u00e7\u00e3o pelos pecadores e especialmente por ajuda na hora da morte. Ainda assim uma boa gama de varia\u00e7\u00f5es prevaleceram nestas formas de peti\u00e7\u00e3o. Ao final do s\u00e9culo XV n\u00e3o havia uma conclus\u00e3o aprovada oficialmente, embora uma forma que lembrava aproximadamente a nossa presente f\u00f3rmula era \u00e0s vezes designada como &#8220;a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00e3o<\/a> do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01289a.htm\">Papa Alexandre VI<\/a>&#8221; (ver &#8220;Der Katholik&#8221;, abril de 1903, p. 334), e era entalhada separadamente nos sinos (Beisesel, &#8220;Verehrung Maria&#8221;, p. 460). Mas para prop\u00f3sitos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09306a.htm\">lit\u00fargicos<\/a> a Ave at\u00e9 o ano de 1568 terminava com &#8220;Jesus, Am\u00e9m&#8221; e uma observa\u00e7\u00e3o no &#8220;Myroure of our Ldy&#8221; escrita para as <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11164a.htm\">freiras<\/a> brigetinas de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14394b.htm\">Syon<\/a>, claramente indicava este sentimento geral.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Some saye at the begynnyng of this salutacyon Ave benigne Jesu and some saye after &#8216;Maria mater Dei&#8217;, with other addycyons at the ende also. And such thinges may be saide when folke saye their Aves of theyr own devocyon. But in the servyce of the chyrche, I trowe it to be moste sewer and moste medeful (i.e. meritorious) to obey the comon use of saying, as the chyrche hath set, without all such addicions.<\/em> <br><br>Alguns dizem ao come\u00e7o desta sauda\u00e7\u00e3o Ave bendito Jesus e alguns dizem ap\u00f3s \u2018Maria m\u00e3e de Deus\u2019, com outras adi\u00e7\u00f5es ao final tamb\u00e9m. E tais coisas podem ser ditas quando algu\u00e9m rezar as Aves de sua pr\u00f3pria devo\u00e7\u00e3o. Mas no servi\u00e7o da igreja, eu penso ser mais conveniente e mais merit\u00f3rio obedecer ao uso comum da ora\u00e7\u00e3o, como a igreja determina, sem todas essas adi\u00e7\u00f5es.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>N\u00f3s encontramos a Ave como a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08673a.htm\">conhecemos<\/a> agora, impresso no brevi\u00e1rio dos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10487b.htm\">monges<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03204d.htm\">camaldoleses<\/a>, e no da Ordem das Merc\u00eas c. 1514. Provavelmente esta, a forma atual da Ave, veio da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08208a.htm\">It\u00e1lia<\/a>, e Esser afirma que ela \u00e9 encontrada escrita exatamente como n\u00f3s rezamos agora nos manuscritos de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01585b.htm\">Sto. Ant\u00f4nio<\/a> de Floren\u00e7a que morreu em 1459. Isto, contudo, \u00e9 <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05141a.htm\">duvidoso<\/a>. O que \u00e9 certo \u00e9 que uma Ave Maria id\u00eantica \u00e0 nossa, exceto pela omiss\u00e3o da \u00fanica palavra <em>nostrae<\/em>, est\u00e1 impressa no cabe\u00e7alho da pequena obra de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13490a.htm\">Savonarola<\/a> publicada em 1495, da qual h\u00e1 uma c\u00f3pia no Museu Brit\u00e2nico. Mesmo antes disso, em uma edi\u00e7\u00e3o francesa do &#8220;Calend\u00e1rio dos Pastores&#8221; que apareceu em 1493, uma terceira parte \u00e9 adicionada \u00e0 Ave Maria, que \u00e9 repetida na tradu\u00e7\u00e3o inglesa de Pynson alguns anos depois na forma: &#8220;Santa Maria m\u00e3e de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06608a.htm\">Deus<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">rogai<\/a> por n\u00f3s pecadores. <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01407b.htm\">Am\u00e9m<\/a>&#8220;. Em uma ilustra\u00e7\u00e3o que aparece no mesmo livro, o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12260a.htm\">papa<\/a> e toda a Igreja s\u00e3o retratados ajoelhados perante Nossa Senhora e saudando-a com esta terceira parte da Ave. O reconhecimento oficial da Ave Maria em sua forma completa, embora prenunciado nas palavras do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13120c.htm\">Catecismo do Conc\u00edlio de Trento<\/a>, coo citado no in\u00edcio deste artigo, foi finalmente concedido no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/16013a.htm\">Brevi\u00e1rio Romano<\/a> de 1568.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ou dois outros pontos conectados com a Ave Maria podem ser apenas brevemente abordados. Parece que na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10285c.htm\">Idade M\u00e9dia<\/a> a Ave foi se tornando t\u00e3o intimamente conectada com o Pai Nosso, que era tratada como um tipo de <em>farsura<\/em>, ou inser\u00e7\u00e3o, antes das palavras <em>et ne nos inducas in tentationem<\/em> quando o Pai Nosso era rezado <em>secreto<\/em> (ver v\u00e1rios exemplos citados na &#8220;O M\u00eas&#8221;, nov., 1901, p. 490). A pr\u00e1tica dos pregadores interromperem seus serm\u00f5es pr\u00f3ximo do come\u00e7o para rezar a Ave Maria parece ter sido introduzido na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10285c.htm\">Idade M\u00e9dia<\/a> e ser de origem <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06217a.htm\">franciscana<\/a> (Beissel, p. 254). Uma curiosa ilustra\u00e7\u00e3o de sua conserva\u00e7\u00e3o entre <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03449a.htm\">cat\u00f3licos<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05445a.htm\">ingleses<\/a> no reinado de James II pode ser encontrada no &#8220;Di\u00e1rio&#8221; do Sr. John Thoresby (I, 182). Tamb\u00e9m pode ser notado que embora o uso <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03449a.htm\">cat\u00f3lico<\/a> moderno seja acordado em favor da forma &#8220;o Senhor \u00e9 convosco&#8221;, este \u00e9 um desenvolvimento relativamente recente. O costume mais geral a um s\u00e9culo atr\u00e1s era dizer &#8220;nosso Senhor \u00e9 convosco&#8221; e o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15670a.htm\">Cardeal Wiseman<\/a> em um de seus ensaios vigorosamente reprova a mudan\u00e7a (Ensaios sobre V\u00e1rios Assuntos, I, 76), caracterizando-a como \u201cdura, hip\u00f3crita e destrutiva para a un\u00e7\u00e3o que a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00e3o<\/a> exala&#8221;. Finalmente pode ser notado que em alguns lugares, especialmente na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08098b.htm\">Irlanda<\/a>, o sentimento ainda sobrevive de que a Ave Maria se completa com a palavra Jesus. De fato o escritor \u00e9 informado que no interior da sua mem\u00f3ria viva n\u00e3o \u00e9 incomum que os camponeses <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08098b.htm\">irlandeses<\/a>, quando se lhes pede para rezarem <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07110b.htm\">Ave Marias<\/a> como penit\u00eancia, perguntarem se eles devem rezar as \u201cSantas Marias\u201d tamb\u00e9m. Quanto \u00e0 Ave Maria no sentido de Angelus, ver <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01486b.htm\">ANGELUS<\/a>. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua conex\u00e3o com o Angelus, a Ave Maria era frequentemente gravada nos sinos. Um desses sinos em Eskild na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04722c.htm\">Dinamarca<\/a>, data de cerca do ano 1200, traz a Ave Maria entalhada nele em caracteres de runas. (Ver Uldall, &#8220;Danmarks Middelalderlige Kirkeklokker&#8221;, Copenhagen, 1906, p. 22.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ave Maria (algumas vezes chamada de &#8220;Sauda\u00e7\u00e3o ang\u00e9lica&#8221;) \u00e9 a mais familiar das ora\u00e7\u00f5es utilizadas pela Igreja Universal em honra de Nossa Bendita Senhora. \u00c9 comumente descrita como consistindo de tr\u00eas partes. 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