{"id":237,"date":"2021-05-24T13:50:58","date_gmt":"2021-05-24T16:50:58","guid":{"rendered":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=237"},"modified":"2021-06-07T16:24:07","modified_gmt":"2021-06-07T19:24:07","slug":"gloria-in-excelsis-deo-gloria-a-deus-nas-alturas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=237","title":{"rendered":"Gloria in Excelsis Deo (Gl\u00f3ria a Deus nas Alturas)"},"content":{"rendered":"\n<p>A grande <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05150a.htm\">doxologia<\/a> (<em>hymnus angelicus<\/em>) na missa \u00e9 uma vers\u00e3o de uma velha f\u00f3rmula grega. Ela come\u00e7a com as palavras cantadas pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01476d.htm\">anjos<\/a> no nascimento de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08374c.htm\">Cristo<\/a> (<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/bible\/luk002.htm#vrs14\">Lu<\/a>cas 2:14). A este verso outros foram adicionados h\u00e1 muito tempo, formando uma <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05150a.htm\">doxologia<\/a>. De uma forma ligeiramente diferente ocorreu ao come\u00e7o de uma &#8220;<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00e3o<\/a> matinal&#8221; (<em>proseuche eothine<\/em>) nas &#8220;Constitui\u00e7\u00f5es Apost\u00f3licas&#8221;, VII, xlvii. Este texto, que tem uma colora\u00e7\u00e3o de subordinacionismo (<em>su monos kyrios Iesou Christou<\/em>), ser\u00e1 encontrada em Duchesne, &#8220;Origines du Culte chretien&#8221; (2nd ed., Paris, 1898, p.158, n.I). Ela remonta a pelo menos o s\u00e9culo III; Probst (Lehre und Gebet der drei ersten christl. Jahrhunderte&#8221;, T\u00fcbingen, 1870, p. 290) sup\u00f5e at\u00e9 mesmo ser do primeiro s\u00e9culo. Um formato muito similar \u00e9 achado no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04080c.htm\">C\u00f3dice Alexandrino<\/a> (s\u00e9culo V) e em Pseudo-Atan\u00e1sio, &#8220;de Virginitate&#8221;, \u00a720 (antes do s\u00e9culo IV), em P.G. XXVIII, 275. Mais estendida e com cada tra\u00e7o de subordinacionismo corrigido, \u00e9 cantada pela <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04312d.htm\">Igreja Bizantina<\/a> na Ortodoxa. Nesta forma h\u00e1 mais versos que na latina e ela termina com o Tris\u00e1gion (<em>horologion to mega<\/em>, Roma, 1876, p. 57). N\u00e3o \u00e9 usada na Liturgia por nenhuma <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05230a.htm\">Igreja Oriental<\/a>. Apenas a primeira cl\u00e1usula (o texto de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/bible\/luk002.htm\">Lucas 2:14<\/a>) aparece como parte da resposta do povo \u00e0s palavras, &#8220;<em>Holy things for the holy<\/em>&#8221; (As coisas santas aos santos)(n.d.t.: na liturgia latina, corresponde ao momento em que o padre eleva as esp\u00e9cies consagradas e diz \u201cEis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo\u201d), na eleva\u00e7\u00e3o na Liturgia da Constitui\u00e7\u00e3o dos Ap\u00f3stolos (Brightman, Liturgias Orientais, Oxford, 1896, p. 25), como parte das <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">preces<\/a> do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11217a.htm\">Ofert\u00f3rio<\/a> e da Comunh\u00e3o na Liturgia de S. Tiago (ibid., pp. 45, 64), e no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11595a.htm\">beijo da paz<\/a> no Rito <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01075e.htm\">Abiss\u00ednio<\/a> (p. 227), na Pr\u00f3tese <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10755a.htm\">Nestoriana<\/a> (p. 248) e ainda ao come\u00e7o da sua liturgia (p. 252), na Pr\u00f3tese Bizantina (p. 361). A tradi\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela foi traduzida para o latim por <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07349b.htm\">Sto. Hil\u00e1rio de Poitiers<\/a> (m. 366). \u00c9 bastante poss\u00edvel que ele a tenha aprendido durante seu ex\u00edlio no Oriente (360) e trazido de volta uma vers\u00e3o dela consigo (assim como Belethus, &#8220;Rationale divinorum officiorum&#8221;, c. 36; e Duandus &#8220;Rationale&#8221;, IV, 13, que pensava que ele apenas acrescentou do &#8220;Laudamus te&#8221; \u00e0 missa, e notou que <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08013a.htm\">Inoc\u00eancio III<\/a> atribu\u00eda isso a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14477b.htm\">Tel\u00e9sforo<\/a>, outros a S\u00edmaco). Seja como for, a vers\u00e3o latina difere da atual forma grega. Elas correspondem at\u00e9 o final da latina, que entretanto acrescenta: &#8220;Tu solus altissimus&#8221; e &#8220;Cum sancto Spiritu&#8221;. A grega ent\u00e3o segue: &#8220;Todos os dias eu te <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02599b.htm\">bendigo<\/a> e glorificarei o vosso nome para todo o sempre&#8221; e continua com mais dez versos, principalmente dos salmos, at\u00e9 o Tris\u00e1gion e o Gloria Patri.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09224a.htm\">&#8220;Liber pontificalis&#8221;<\/a> diz &#8220;<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14477b.htm\">Papa Tel\u00e9sforo<\/a> [128-139?] ordena que . . . nas missas do Nascimento do Senhor deve ser rezada \u00e0 noite . . . e que o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07595a.htm\">hino<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01476d.htm\">ang\u00e9lico<\/a>, que \u00e9 o Gloria in Excelsis Deo, deve ser rezado antes do sacrif\u00edcio&#8221; (ed. Duchesne, I, 129); tamb\u00e9m &#8220;que o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14377a.htm\">Papa S\u00edmaco<\/a> [498-514] ordenou que o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07595a.htm\">hino<\/a>, Gloria in excelsis, deve ser rezado a cada <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14335a.htm\">Domingo<\/a> e nas festas [natal\u00edcias] dos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09736b.htm\">m\u00e1rtires<\/a>&#8220;. \u201cO Gl\u00f3ria \u00e9 para ser rezado em seu local atual, ap\u00f3s o &#8220;Introito&#8221; e o &#8220;Kyrie&#8221;, mas apenas pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">bispos<\/a>\u201d (ibid., 263). N\u00f3s o vemos ent\u00e3o sendo introduzido inicialmente para o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03724b.htm\">Natal<\/a>, na festa \u00e0 qual ele pertence especialmente e ent\u00e3o estendido aos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14335a.htm\">Domingos<\/a> e certas grandes festividades, mas apenas para os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">bispos<\/a>. O &#8220;Ordo Romanus I&#8221; diz que quando o Kyrie \u00e9 conclu\u00eddo &#8220;o pont\u00edfice, voltando-se para o povo, come\u00e7a o Gloria in Excelsis, se for ocasi\u00e3o para isto [si tempus fuerit]&#8221; e nota especialmente que os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12406a.htm\">padres<\/a> podem rez\u00e1-lo apenas na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05224d.htm\">P\u00e1scoa<\/a> (ed. C. Atchley, London, 1905, pp.130, 148). O &#8220;Ordin\u00e1rio de Sto. Am\u00e2ndio&#8221; (Duchesne, &#8220;Origines&#8221;, appendix, p. 460) nos traz a ora\u00e7\u00e3o reservada apenas para o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07424a.htm\">S\u00e1bado de Aleluia<\/a> e para o dia de sua <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11279a.htm\">ordena\u00e7\u00e3o<\/a>. O Sacrament\u00e1rio Gergoriano (dicitur Gloria in excelsis Deo, si episcopus fuerit, tantummodo die dominico sive diebus festis; a presbyteris autem minime dicitur nisi solo in Pascha) e Walafrid Strabo no &#8220;Liber de exordiis&#8221;, c. 22, em P.L., CXIV, 945, apontam a mesma coisa. <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02512c.htm\">Bernoldo de Constan\u00e7a<\/a> considerava isso uma injusti\u00e7a j\u00e1 no s\u00e9culo XI (Libellus de quibusdam rebus ad Miss\u00e6 officium pertinentibus, c. 2, in P.L., CXLII, 1059). Mas chegando ao final do mesmo s\u00e9culo o Gl\u00f3ria era rezado tanto pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12406a.htm\">padres<\/a> como pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">bispos<\/a>. O &#8220;Micrologus&#8221; (escrito pelo mesmo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02512c.htm\">Bernoldo de Constan\u00e7a<\/a>, 1048) nos conta que &#8220;Em cada festa que tem of\u00edcio completo, exceto no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a> e na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13721b.htm\">Septuag\u00e9sima<\/a>, e na festa dos (Santos) <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07419a.htm\">Inocentes<\/a> tanto os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12406a.htm\">padres<\/a> como os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">bispos<\/a> rezam o Gloria in excelsis&#8221; (c. ii). Assim ela se tornou, como \u00e9 agora, um elemento de cada missa exceto nos tempos de penit\u00eancia. At\u00e9 mesmo no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a>, at\u00e9 que come\u00e7asse a ser considerado um tempo especial, ele era rezado. J\u00e1 na \u00e9poca de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01376b.htm\">Amal\u00e1rio de Metz<\/a> (s\u00e9culo IX) (De officiis eccl. libri IV, IV, 30), era rezado durante o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a> &#8220;em alguns locais&#8221;. Isso se aplicaria, \u00e9 claro, \u00e0s missas celebradas pelos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">bispos<\/a> nos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14335a.htm\">Domingos<\/a> e festas do per\u00edodo. Assim tamb\u00e9m conta <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07461a.htm\">Hon\u00f3rio de Autun<\/a> (1145) no s\u00e9culo XII, &#8220;Gemma anim\u00e6&#8221;, III, 1. Vestes brancas eram usadas e o Gl\u00f3ria rezado, em <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13164a.htm\">Roma<\/a> durante o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a> at\u00e9 o final do s\u00e9culo XII, &#8220;Ordo Romanus XI&#8221;, 4. Depois disso, o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a> foi gradualmente considerado um tempo de penit\u00eancia em imita\u00e7\u00e3o \u00e0 <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09152a.htm\">Quaresma<\/a>. O <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14468c.htm\">Te Deum<\/a> e o Gl\u00f3ria foram deixados de lado nesse per\u00edodo e o uso das vestes p\u00farpura foi introduzido.<\/p>\n\n\n\n<p>Os chamadas <em>farced<\/em> Glorias foram uma cria\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10285c.htm\">medieval<\/a>. Como no caso do Kyrie, versos foram introduzidos em seu texto para ocasi\u00f5es especiais. Tais formas expandidas foram muito populares, especialmente uma para festas da Bem Aventurada Virgem Maria que parece ter sido usada por toda a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05607b.htm\">Europa<\/a>. Assim no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">Missal<\/a> Sarum, ap\u00f3s as palavras &#8220;Domine Fili unigenite, Jesu Christe&#8221;, &#8220;Spiritus et alme orphanorum paraclyte&#8221; era acrescentado; depois de &#8220;Filius Patria&#8221; era inserido &#8220;Primogenitus Mari\u00e6 virginis matris&#8221;. E ainda: &#8220;Suscipe deprecationem nostram, ad Mari\u00e6 gloriam&#8221;, e o final: &#8220;Quoniam tu solus sanctus, Mariam sanctificans, Tu solus Dominus, Mariam gubernans. Tu solus altissimus, Mariam coronans, Jesu Christe&#8221; (ed. Burntisland, 1861-1883, col. 585-6). A seguinte <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13216a.htm\">rubrica<\/a> diz: &#8220;In omnibus aliis missis quando dicendum est, dicitur sine prosa&#8221;; isto \u00e9, em outras missas que n\u00e3o aquelas da B. Av. V. Maria, o tropo adicional \u2014 chamado de prosa \u2014 era para ser omitido. Estes tropos adicionados aos textos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09306a.htm\">lit\u00fargicos<\/a> <em>ad libitum<\/em> estavam contidos em livros especiais, &#8220;Libri troparii&#8221;. A despeito de repetidas ordens para expugn\u00e1-los, eles ainda eram cantados em lugares quando o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">missal<\/a> era revisado por ordem de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12130a.htm\">Pio V<\/a> em 1570. Na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03052b.htm\">bula<\/a> &#8220;Quo primum&#8221; daquele ano (impressa no in\u00edcio do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">missal<\/a>) o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12260a.htm\">papa<\/a> proibia qualquer coisa de ser acrescentada, ou alterada, no texto dos livros publicados ent\u00e3o. A popularidade das f\u00f3rmulas sobre a BenditaVirgem causou a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13216a.htm\">rubrica<\/a> no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">missal<\/a> ap\u00f3s o Gl\u00f3ria: &#8220;Sic dicitur Gloria in excelsis, etiam in missis B. Mari\u00e6 quando dicendum est.&#8221; A partir da\u00ed estas formas &#8220;falseadas&#8221; felizmente desapareceram. Pode-se notar aqui que o Gl\u00f3ria, originalmente externo aos ritos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10298a.htm\">Milan\u00eas<\/a> e Mo\u00e7\u00e1rabe, tinha deslocado o velho Tris\u00e1gion neles desde o s\u00e9culo VII \u2014 uma \u00f3bvia importa\u00e7\u00e3o Romana (Duchesne, op. cit., p. 183 e nota).<\/p>\n\n\n\n<p>A lei atual sobre o uso do Gl\u00f3ria \u00e9 dada pela &#8220;Rubric\u00e6 generales&#8221; do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">missal<\/a>, VIII, 3. \u00c9 para ser rezado na missa sempre que o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14468c.htm\">Te Deum<\/a> \u00e9 rezado nas <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10050a.htm\">Matinas<\/a> \u2014 com duas exce\u00e7\u00f5es. \u00c9 portanto omitida nas <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06043a.htm\">f\u00e9rias<\/a> (exceto no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11516a.htm\">Tempo Pascal<\/a>), T\u00eamporas, vig\u00edlias, durante o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01165a.htm\">Advento<\/a>, e da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13721b.htm\">Septuag\u00e9sima<\/a> at\u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05224d.htm\">P\u00e1scoa<\/a>, quando a missa \u00e9 <em>de tempore<\/em>. A festa dos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07419a.htm\">Santos Inocentes<\/a>, por\u00e9m n\u00e3o a sua oitava, \u00e9 observada com vestimentas p\u00farpuras e sem o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14468c.htm\">Te Deum<\/a> ou o Gl\u00f3ria (vimos isto j\u00e1 no &#8220;Micrologus&#8221; acima). Nem se deve rezar o Gl\u00f3ria nas missas de r\u00e9quiem ou votivas, com tr\u00eas exce\u00e7\u00f5es: missas votivas da Bem Aventurada Virgem Maria aos S\u00e1bados, dos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01476d.htm\">Anjos<\/a>, e aquelas rezadas &#8220;pro re gravi&#8221; ou por uma causa p\u00fablica da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a>, a menos que seja com vestimentas p\u00farpura, t\u00eam o Gl\u00f3ria. Os dois casos nos quais ele ocorre sem o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14468c.htm\">Te Deum<\/a> no Of\u00edcio s\u00e3o a Quinta-feira Santa (quando toda a missa \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o do Tempo Pascal e n\u00e3o tem correspond\u00eancia com as <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07500b.htm\">horas can\u00f4nicas<\/a>) e o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07424a.htm\">S\u00e1bado de Aleluia<\/a> na primeira missa da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05224d.htm\">P\u00e1scoa<\/a>. O Gl\u00f3ria sempre envolve &#8220;Ite missa est&#8221; ao final da missa. Quando n\u00e3o \u00e9 rezado aquele vers\u00edculo \u00e9 mudado para &#8220;Benedicamus Domino&#8221; ou, nos r\u00e9quiens, para &#8220;Requiescant in pace.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A maneira de rezar \u00e9 descrita no &#8220;Ritus celebrandi Missam&#8221;, IV, 7. No &#8220;Ordo Romanus I&#8221; (acima) o celebrante se vira para a assembleia para dizer as primeiras palavras. Isto n\u00e3o \u00e9 mais observado. Na missa solene t\u00e3o logo o Kyrie \u00e9 finalizado o celebrante encarando o altar no meio, entoa: &#8220;Gloria in excelsis Deo&#8221;, elevando, juntando e abaixando suas m\u00e3os e inclinando sua cabe\u00e7a na palavra <em>Deo<\/em>. Enquanto isso o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04647c.htm\">di\u00e1cono<\/a> e o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14320a.htm\">subdi\u00e1cono<\/a> ficam atr\u00e1s dele em fila. Eles ent\u00e3o v\u00e3o para a sua direita e esquerda e com ele continuam o Gl\u00f3ria em voz baixa. Todos se curvam no santo nome (isto ocorre duas vezes) e nas palavras: &#8220;Adoramus te&#8221;, &#8220;Gratias agimus tibi&#8221;, &#8220;Suscipe deprecationem nostram&#8221; e fazem o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13785a.htm\">sinal da cruz<\/a> na \u00faltima cl\u00e1usula. Eles ent\u00e3o v\u00e3o <em>per viam breviorem<\/em> (genuflexionando primeiro, de acordo com a regra usual) para a sedilia e se sentam. Enquanto isso o coro imediatamente continua: &#8220;Et in terra pax&#8221;, e prossegue cantando o texto. No <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">missal<\/a> anterior quatro cantos eram impressos para a entona\u00e7\u00e3o do celebrante (para Dobras, Missas da B. Av. V. Maria, <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14335a.htm\">Domingos<\/a>, e Simples). Esta entona\u00e7\u00e3o deveria ser feita em cada parte \u2014 no come\u00e7o \u2014 da melodia continuada pelo coro; ent\u00e3o na nova (&#8220;Vaticana&#8221;) edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">missal<\/a>, dezoito c\u00e2nticos alternativos s\u00e3o fornecidos, um para cada Gl\u00f3ria no Gradual. Obviamente, quando uma missa em cantoch\u00e3o \u00e9 cantada, o celebrante deve entonar o Gl\u00f3ria pelo mesmo canto (e na mesma frequ\u00eancia) que a continua\u00e7\u00e3o pelo coro. O ideal \u00e9 que o coro continue de uma vez sem qualquer tipo de prel\u00fadio pelo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11297a.htm\">\u00f3rg\u00e3o<\/a>; &#8220;Et in terra pax&#8221; etc. \u00e9 a segunda metade da mesma senten\u00e7a como &#8220;Gloria in excelsis Deo&#8221;. Numa missa figurada uma correspond\u00eancia t\u00e3o exata assim n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel. Mas em todo o caso o coro n\u00e3o pode jamais repetir as palavras do celebrante. Cada Gl\u00f3ria em uma missa figurada deve come\u00e7ar com: &#8220;Et in terra pax&#8221;. O costume \u2014 antigamente muito comum \u2014 de ignorar o celebrante e come\u00e7ar novamente com &#8220;Gloria in excelsis&#8221; \u00e9 uma abomina\u00e7\u00e3o imperdo\u00e1vel que deve ser derrubada sem miseric\u00f3rdia, caso ainda exista em algum lugar. Enquanto o Gl\u00f3ria \u00e9 cantado, o celebrante, <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10326a.htm\">ministros<\/a>, e servos se inclinam (ou descobrem) no santo nome e em outras cl\u00e1usulas, como acima. Durante a \u00faltima cl\u00e1usula o celebrante e os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10326a.htm\">ministros<\/a> se levantam e v\u00e3o para o altar <em>per viam longiorem<\/em> (genuflexionando ao seu p\u00e9, de acordo com a regra) e tomam seus lugares para o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05114a.htm\">&#8220;Dominus vobiscum&#8221;<\/a> antes da Coleta. Nas missas cantadas a mesma ordem \u00e9 observada pelo celebrante sozinho. Nas <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10006a.htm\">missas<\/a> rezadas ele recita o Gl\u00f3ria direto em <em>clara voce<\/em>, fazendo o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13785a.htm\">sinal da cruz<\/a> durante a \u00faltima cl\u00e1usula (In gloria Dei Patris. <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01407b.htm\">Am\u00e9m<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00edsticas e edificantes reflex\u00f5es sobre o Gl\u00f3ria ser\u00e3o encontradas em Durando e Gihr (ver abaixo). Durando v\u00ea muito simbolismo no fato de a <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a> (isto \u00e9, os homens) continuarem o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07595a.htm\">hino<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01476d.htm\">ang\u00e9lico<\/a>. Pelo nascimento de Cristo que restaura todas as coisas nos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07170a.htm\">c\u00e9us<\/a> e na terra (<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/bible\/eph001.htm#vrs10\">E<\/a>f\u00e9sios 1:10), os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01476d.htm\">anjos<\/a> e os homens, separados pelo <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11312a.htm\">pecado original<\/a>, agora s\u00e3o reconciliados; os homens agora podem ter esperan\u00e7a de algum dia unirem-se aos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07595a.htm\">hinos<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01476d.htm\">ang\u00e9licos<\/a>. Gihr fornece um coment\u00e1rio devocional do texto, palavra por palavra. Ele enxerga uma raz\u00e3o m\u00edstica para a ordem das palavras: <em>Laudamus<\/em>, <em>benedicimus<\/em>, <em>adoramus<\/em>, <em>glorificamus<\/em>. Algu\u00e9m pode ser edificado por tais considera\u00e7\u00f5es sem atribuir tantas sutilezas ao desconhecido subordinacionista que aparentemente as organizou primeiramente. Notar-se-\u00e1 que o Gl\u00f3ria \u00e9 um <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07595a.htm\">hino<\/a> de louvor endere\u00e7ado a cada uma das Pessoas da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15047a.htm\">Sant\u00edssima Trindade<\/a> de cada vez, embora a cl\u00e1usula sobre o Esp\u00edrito Santo seja bem curta (cum sancto Spiritu) sendo evidentemente um pensamento posterior. Ela n\u00e3o aparece no texto das Constitui\u00e7\u00f5es Apost\u00f3licas. Ser\u00e1 visto tamb\u00e9m que as cl\u00e1usulas s\u00e3o arranjadas em paralelos com um certo ritmo solto. Este ritmo est\u00e1 muito mais evidente no grego original (medido \u00e9 claro por acento); por exemplo: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>Kyrie basileu epouranie,<br>Thee pater pantokrator<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, ser\u00e1 dif\u00edcil encontrar em qualquer liturgia um exemplo mais belo de poesia que nossos <em>hymnus angelicus<\/em>. O Gl\u00f3ria e o <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14468c.htm\">Te Deum<\/a> s\u00e3o apenas resqu\u00edcios que temos agora dos <em>psalmi idiotici<\/em> (salmos compostos por <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11726a.htm\">pessoas<\/a> particulares ao inv\u00e9s de formas tomadas do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12543b.htm\">Salt\u00e9rio<\/a> B\u00edblico) que eram t\u00e3o populares no segundo e terceiro s\u00e9culos. Estes salmos privados facilmente se tornaram \u00f3rg\u00e3os para <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07630a.htm\">ideias<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07256b.htm\">her\u00e9ticas<\/a>, e assim ca\u00edram em desfavor pelo s\u00e9culo IV (Batiffol, &#8220;Histoire du Br\u00e9viaire romain&#8221;, Paris, 1895, 9-12). A beleza extraordin\u00e1ria desses dois (aos quais algu\u00e9m poderia acrescentar o <em>phos hilaron<\/em>) \u00e9 uma testemunha do esplendor daquela explos\u00e3o de poesia l\u00edrica entre os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03712a.htm\">crist\u00e3os<\/a> durante o tempo da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11703a.htm\">persegui\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A grande doxologia (hymnus angelicus) na missa \u00e9 uma vers\u00e3o de uma velha f\u00f3rmula grega. Ela come\u00e7a com as palavras cantadas pelos anjos no nascimento de Cristo (Lucas 2:14). A este verso outros foram adicionados h\u00e1 muito tempo, formando uma doxologia. De uma forma ligeiramente diferente ocorreu ao come\u00e7o de uma &#8220;ora\u00e7\u00e3o matinal&#8221; (proseuche eothine) &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=237\" class=\"more-link\">Read the full post &rarr;<span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Gloria in Excelsis Deo (Gl\u00f3ria a Deus nas Alturas)&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-237","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-g"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=237"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":238,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/237\/revisions\/238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}