{"id":400,"date":"2021-05-24T21:14:48","date_gmt":"2021-05-25T00:14:48","guid":{"rendered":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=400"},"modified":"2022-02-21T12:07:26","modified_gmt":"2022-02-21T15:07:26","slug":"torre-de-babel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=400","title":{"rendered":"Torre de Babel"},"content":{"rendered":"\n<p>A &#8220;Torre de Babel&#8221; \u00e9 o nome de um edif\u00edcio mencionado em <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/bible\/gen011.htm#vrs9\">G<\/a>\u00eanesis 11:9.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"historia-da-torre\">Hist\u00f3ria da Torre<\/h2>\n\n\n\n<p>Os descendentes de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11088a.htm\">No\u00e9<\/a> migraram do &#8220;leste&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01736b.htm\">Arm\u00eania<\/a>) primeiro em dire\u00e7\u00e3o ao sul, ao longo do curso do Tigre e ent\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao oeste, cruzando o Tigre para &#8220;uma plan\u00edcie na terra de Senaar&#8221;. Como o n\u00famero crescente de sua popula\u00e7\u00e3o os for\u00e7ou a viver em localidades mais e mais distantes das casas dos seus patriarcas, &#8220;disseram: Vamos, fa\u00e7amos para n\u00f3s uma cidade e uma torre cujo cimo atinja os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07170a.htm\">c\u00e9us<\/a>. Tornemos assim c\u00e9lebre o nosso nome, para que n\u00e3o sejamos dispersos pela face de toda a terra&#8221;. A obra logo foi posta em pr\u00e1tica: &#8220;serviram-se de tijolos em vez de pedras e de betume em lugar de argamassa&#8221;. Mas <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06608a.htm\">Deus<\/a> confundiu-lhes a linguagem, de modo que n\u00e3o podiam compreender a fala uns dos outros e assim os dispersou daquele lugar pela face de toda a terra e eles pararam a constru\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a narra\u00e7\u00e3o b\u00edblica da Torre de Babel. At\u00e9 agora nenhum documento <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">babil\u00f4nico<\/a> foi descoberto que se refira claramente a este assunto. Autoridades como George Smith, Chad Boscawen e Sayce acreditavam que tivessem encontrado uma refer\u00eancia \u00e0 Torre de Babel; mas Franz Delitzch apontou que a tradu\u00e7\u00e3o das palavras precisas que determinam o sentido do texto \u00e9 muito incerta (Smith-Delitzsch. &#8220;Chaldaische Genesis&#8221;, 1876, 120-124; Anmerk., p. 310).<\/p>\n\n\n\n<p>Oppert encontrou uma alus\u00e3o \u00e0 Torre de Babel em um texto de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10666c.htm\">Nabucodonosor<\/a>; mas esta opini\u00e3o \u00e9 pouco mais que uma teoria (cf. &#8220;The Cuneiform Inscriptions of Western Asia&#8221;, I, pl. 38, col. 2, linha 62; pl. 41, col. 1, I. 27, col. 2, 1. 15; Nikel, &#8220;Genesis und Keilschriftforschung&#8221;, 188 sqq.; Bezold, &#8220;Ninive und Babylon&#8221;, 128; Jeremias, &#8220;Das alte Testament im Lichte des alten Orients&#8221;, 2<sup>a<\/sup> ed., Leipzig, 1906, 286; <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08611a.htm\">Kaulen<\/a>, &#8220;Assyrien und Babylonien&#8221;, 89).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma refer\u00eancia mais prov\u00e1vel \u00e0 Torre de Babel n\u00f3s encontramos na &#8220;Hist\u00f3ria&#8221; de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02514a.htm\">Beroso<\/a> como foi passada adiante at\u00e9 n\u00f3s em duas varia\u00e7\u00f5es por Abydenus e Alexandre, o Pol\u00edmata respectivamente (&#8220;Histor. Graec. Fragm.&#8221;, ed. <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04782b.htm\">Didot<\/a>, II, 512; IV, 282; Euseb., &#8220;Chron.&#8221;, I, 18, in P.G., XIX, 123; &#8220;Praep. Evang.&#8221;, IX, 14, in P.G., XXI, 705). Um interesse especial se liga a esta refer\u00eancia, visto que <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02514a.htm\">Berosus<\/a> \u00e9 agora considerado como tendo extra\u00eddo o seu material de fontes <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">babil\u00f4nicas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"local-da-torre-de-babel\">Local da Torre de Babel<\/h2>\n\n\n\n<p>Tanto o escritor inspirado do G\u00eanesis e <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02514a.htm\">Beroso<\/a> situam a Torre de Babel em algum lugar na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">Babil\u00f4nia<\/a>. Mas h\u00e1 tr\u00eas opini\u00f5es principais sobre a sua posi\u00e7\u00e3o precisa na cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>(1) Pietro della Valle (&#8220;Viaggi descritti&#8221;, Roma, 1650) localizou a torre no norte da cidade, na margem esquerda do Eufrates, onde agora ficam as ru\u00ednas chamadas Babil. Schrader se inclinou para a mesma opini\u00e3o do &#8220;Handworterbuch des biblischen Altertums&#8221; de Riehm (I, 138), enquanto que em &#8220;The Cuneiform Inscriptions&#8221; (I, 108) ele deixa ao seu leitor a escolha entre Babil e o templo de Borsippa. A posi\u00e7\u00e3o de Babil dentro dos limites da antiga <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">Babil\u00f4nia<\/a> concorda com a localiza\u00e7\u00e3o b\u00edblica da torre; o pr\u00f3prio nome Babil pode ser considerado como uma rel\u00edquia tradicional do nome Babel interpretada pelo escritor inspirado como refer\u00eancia \u00e0 confus\u00e3o das l\u00ednguas.<\/p>\n\n\n\n<p>(2) Rawlinson (Smith-Sayce, &#8220;Chaldean account of the Genesis&#8221;, 1880, pp. 74, 171) situa a torre nas ru\u00ednas de Tell-Amram, considerada por Oppert como os restos dos jardins suspensos. Estas ru\u00ednas est\u00e3o situadas no mesmo lado do Eufrates que as ru\u00ednas de Babil e tamb\u00e9m dentro dos limites da cidade antiga. As escava\u00e7\u00f5es da Orientgesellschaft alem\u00e3 desnudaram neste ponto o antigo santu\u00e1rio nacional Esagila, consagrado a Marduk-Bel, com o testemunho documental de que o topo da constru\u00e7\u00e3o havia sido feito para alcan\u00e7ar os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07170a.htm\">C\u00e9us<\/a>. Isto concorda com a descri\u00e7\u00e3o da Torre de Babel encontrada em G\u00eanesis 11:4: &#8220;[Uma torre] cujo cimo atinja os <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07170a.htm\">c\u00e9us<\/a>&#8220;. A esta localidade pertence tamb\u00e9m a torre Etemenanki, ou casa da funda\u00e7\u00e3o dos <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07170a.htm\">C\u00e9us<\/a> e terra, que \u00e9 composta de seis degraus gigantes.<\/p>\n\n\n\n<p>(3) Sayce (Lectures on the Religion of the Ancient Babylonians, p. 112-3, 405-7), Oppert (&#8220;Exp\u00e9dition en M\u00e9sopotamie&#8221;, I, 200-16; &#8220;\u00c9tudes assyriennes&#8221;, pp. 91-132) e outros seguem a opini\u00e3o mais comum que identifica a torre de Babel com as ru\u00ednas de Birs-Nimrud, na Borsippa, situada na margem direita do Eufrates, cerca de sete ou oito milhas das ru\u00ednas da cidade propriamente dita. Elas s\u00e3o as ru\u00ednas do templo Ezida, consagrado a Nabu, que de acordo com a inscri\u00e7\u00e3o citada acima de <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10666c.htm\">Nabucodonosor<\/a>, foi reparado e conclu\u00eddo por aquele rei, pois teria sido deixado incompleto por um regente anterior em tempos long\u00ednquos. Estes dados s\u00e3o muito vagos para formar a base de um argumento apod\u00edctico. O <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14435b.htm\">Talmude<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">Babil\u00f4nico<\/a> (Buxtorf, &#8220;Lexicon talmudicum&#8221;, col. 313) liga Borsippa com a confus\u00e3o das l\u00ednguas; mas um longo per\u00edodo decorreu do tempo da composi\u00e7\u00e3o de G\u00eanesis 11 at\u00e9 o momento da composi\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14435b.htm\">Talmude<\/a> <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">Babil\u00f4nico<\/a>. Al\u00e9m disso, o relato b\u00edblico parece insinuar que a torre ficava dentro dos limites da cidade, enquanto que \u00e9 improv\u00e1vel que os limites da cidades se estendiam at\u00e9 Borsippa em tempos muito antigos. O car\u00e1ter hist\u00f3rico da torre n\u00e3o \u00e9 prejudicado por nossa inabilidade de apontar a sua localiza\u00e7\u00e3o com <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03539b.htm\">certeza<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"forma-da-torre-de-babel\">Forma da Torre de Babel<\/h2>\n\n\n\n<p>A forma da torre deve ter se assemelhado \u00e0s constru\u00e7\u00f5es que existem hoje apenas em condi\u00e7\u00e3o de ru\u00ednas na <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">Babil\u00f4nia<\/a>; as pir\u00e2mides mais antigas do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05329b.htm\">Egito<\/a> apresentam um vest\u00edgio da mesma forma. Blocos c\u00fabicos de alvenaria, diminuindo de tamanho, eram empilhados em cima uns dos outros, formando assim andares separados; um plano inclinado ou escadaria levava de um andar para o outro. As torres de Ur e Arac continham apenas dois ou tr\u00eas andares, mas a de Birs-Nimrud chegava a sete, sem contar a alta plataforma na qual a constru\u00e7\u00e3o fora erguida. Cada andar era <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11395a.htm\">pintado<\/a> em sua pr\u00f3pria cor peculiar de acordo com o planeta ao qual era dedicado. Geralmente os cantos destas torres ficavam voltados para os quatro pontos do compasso, enquanto no <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05329b.htm\">Egito<\/a> esta posi\u00e7\u00e3o era assumida pelos lados das pir\u00e2mides. No topo destas constru\u00e7\u00f5es havia um santu\u00e1rio, de maneira que elas serviam tanto como <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14495a.htm\">templos<\/a> quanto como observat\u00f3rios. O seu interior consistia de argila secada ao sol, mas as paredes exteriores eram revestidas com tijolos cozidos. O betume peculiar \u00e0 vizinhan\u00e7a da <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">Babil\u00f4nia<\/a> servia como argamassa; todos estes detalhes s\u00e3o mantidos no relato do G\u00eanesis. Embora alguns escritores sustentem que cada cidade <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02179b.htm\">babil\u00f4nica<\/a> possu\u00eda uma torre destas, ou <em>zikkurat<\/em> (significando &#8220;apontada&#8221; de acordo com Schrader, &#8220;erguida no alto&#8221; de acordo com Haupt, &#8220;memorial&#8221; de acordo com Vigouroux), nenhum esp\u00e9cime ficou preservado para n\u00f3s. A Torre de Khorsabad \u00e9 talvez a melhor preservada, mas <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13641b.htm\">esculturas<\/a> ass\u00edrias complementam o nosso <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08673a.htm\">conhecimento<\/a> at\u00e9 desta constru\u00e7\u00e3o. A \u00fanica indica\u00e7\u00e3o do tempo em que a Torre de Babel foi erguida, n\u00f3s encontramos no nome de Faleg (<a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/bible\/gen011.htm#vrs10\">G<\/a>\u00eanesis 11:10-17), o sobrinho neto de Heber; isto situa a data em algum lugar entre 101 e 870 anos depois do <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04702a.htm\">Dil\u00favio<\/a>. Os limites s\u00e3o assim t\u00e3o insatisfat\u00f3rios porque a vers\u00e3o grega diverge em seus n\u00fameros do texto <a href=\"http:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10035a.htm\">massor\u00e9tico<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"fontes\">Fontes<\/h2>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das obras indicadas no curso do artigo, ver RAWLINSON, The Five Great Monarchies, II (London, 1862-7, 1878), 534-5; SCHRADER-WHITEHOUSE, The Cuneiform Inscriptions and the Old Testament, I (Londres, 1885-8), 106-14; HOBERG, Genesis, 2<sup>a<\/sup> ed. (Freiburg, 1899), 129. Para uma vis\u00e3o cr\u00edtica, ver SKINNER, Genesis (Nova York, 1910, 228 sqq).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A &#8220;Torre de Babel&#8221; \u00e9 o nome de um edif\u00edcio mencionado em G\u00eanesis 11:9. 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