{"id":566,"date":"2021-12-07T07:43:24","date_gmt":"2021-12-07T10:43:24","guid":{"rendered":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=566"},"modified":"2021-12-29T14:18:31","modified_gmt":"2021-12-29T17:18:31","slug":"velas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=566","title":{"rendered":"Velas"},"content":{"rendered":"\n<p>A palavra vela (candle) (<em>candela<\/em>, de <em>candeo<\/em>, queimar) foi introduzida na l\u00edngua inglesa como um termo <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">eclesi\u00e1stico<\/a>, provavelmente no in\u00edcio do s\u00e9culo VIII. Era conhecida na antiguidade e denotava qualquer tipo de objeto cil\u00edndrico no qual um pavio, geralmente feito de uma tira de papiro, era envolto em cera ou gordura animal. N\u00e3o precisamos nos furtar de admitir que as velas, assim como o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07716a.htm\">incenso<\/a> e a \u00e1gua de purifica\u00e7\u00e3o, eram comumente empregadas em cultos <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11388a.htm\">pag\u00e3os<\/a> e em ritos rendidos aos mortos. Mas a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a> desde os prim\u00f3rdios as tomou para uso pr\u00f3prio, bem como adotou muitas outras coisas indiferentes em si, que pareciam adequadas para aprimorar o esplendor das cerim\u00f4nias religiosas. N\u00e3o devemos esquecer que a maioria dessas adi\u00e7\u00f5es ao culto, como a m\u00fasica, luzes, perfumes, ablu\u00e7\u00f5es, decora\u00e7\u00f5es florais, doss\u00e9is, leques, telas, sinos, vestimentas, etc, n\u00e3o eram identificadas com qualquer culto <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07636a.htm\">idol\u00e1trico<\/a> em particular; elas eram comuns a quase todos os cultos. Elas eram, de fato, parte da linguagem natural da express\u00e3o m\u00edstica, e tais coisas pertenciam tanto \u00e0s cerim\u00f4nias seculares quanto \u00e0 religi\u00e3o. A sauda\u00e7\u00e3o com um determinado n\u00famero de armas, um tributo que \u00e9 rendido por um navio de guerra \u00e0 bandeira de um poder estrangeiro, merece tanto ou quase tanto ser descrito como uma <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14339a.htm\">supersti\u00e7\u00e3o<\/a> como a exibi\u00e7\u00e3o de um determinado n\u00famero de velas sobre o altar em uma missa solene. O carregamento de velas figura entre as marcas de repeito prescritas para serem demonstradas aos altos dignat\u00e1rios do Imp\u00e9rio Romano na &#8220;Notitia Dignitatum Imperii&#8221;. \u00c9 altamente prov\u00e1vel que as velas que eram carregadas desde tempos antigos, antes mesmo do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12260a.htm\">papa<\/a> ou do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\">bispo<\/a> realizarem prociss\u00f5es at\u00e9 o santu\u00e1rio, ou que atendiam ao transporte do livro dos Evangelhos at\u00e9 o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01381e.htm\">amb\u00e3o<\/a> ou <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12563b.htm\">p\u00falpito<\/a> a partir do qual o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04647c.htm\">di\u00e1cono<\/a> profere a leitura, n\u00e3o foram mais que uma adapta\u00e7\u00e3o destes pr\u00e1tica secular.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso de uma abund\u00e2ncia de velas e l\u00e2mpadas sem d\u00favida foi uma caracter\u00edstica proeminente da celebra\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07424a.htm\">Vig\u00edlia Pascal<\/a>, datando, podemos crer, quase que dos tempos apost\u00f3licos. <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05617b.htm\">Eus\u00e9bio<\/a> (Vita Constant., IV, xxii) fala de &#8220;pilares de cera&#8221; com os quais Constantino transformava a noite em dia, e Prud\u00eancio e outros autores nos legaram eloquentes descri\u00e7\u00f5es do esplendor do interior das igrejas. Tampouco o uso de velas nas <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02325a.htm\">bas\u00edlicas<\/a> ficava restrito \u00e0quelas horas em que a luz artificial se fazia <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10733a.htm\"><u>necess\u00e1ria<\/u><\/a>. Sem querer fazer refer\u00eancia ao <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04670a.htm\"><u>decreto<\/u><\/a> do conc\u00edlio espanhol de Elvira (c. 300), que aparentemente condena como um abuso algumas queimas de velas <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14339a.htm\"><u>supersticiosas<\/u><\/a> durante o dia em cemit\u00e9rios, <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08673a.htm\">sabemos<\/a> que o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07256b.htm\"><u>herege<\/u><\/a> Vigil\u00e2ncio pr\u00f3ximo do final daquele mesmo s\u00e9culo declarou um opr\u00f3brio contra a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11330a.htm\"><u>ortodoxia<\/u><\/a> que enquanto o sol ainda brilhava eles acendiam grandes montes de velas (<em>moles cereorum accendi faciunt<\/em>), e <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08341a.htm\"><u>S. Jer\u00f4nimo<\/u><\/a> em resposta declarou que as velas eram acesas quando o Evangelho era lido, n\u00e3o propriamente para espantar a escurid\u00e3o, mas em sinal de <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07131b.htm\"><u>j\u00fabilo<\/u><\/a>. (<a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10290a.htm\">Migne<\/a>, P.L., XXIII, 345.) Esta observa\u00e7\u00e3o e a estreita associa\u00e7\u00e3o das velas acesas com a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03538b.htm\">cerim\u00f4nia<\/a> <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02258b.htm\">batismal<\/a>, que ocorria na <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07424a.htm\">V\u00e9spera da P\u00e1scoa<\/a> (ou Vig\u00edlia Pascal) e que sem <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05141a.htm\"><u>d\u00favida<\/u><\/a> provocou a descri\u00e7\u00e3o deste sacramento como \u201c<em>photismos\u201d <\/em>(ilumina\u00e7\u00e3o), mostra que o simbolismo <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03712a.htm\">crist\u00e3o<\/a> das velas aben\u00e7oadas j\u00e1 era percebido desde os <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04636c.htm\">tempos<\/a> antigos. Esta conclus\u00e3o \u00e9 reconfirmada pela linguagem do <em>Exultet<\/em>, ainda utilizada em nossos dias na liturgia do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07424a.htm\">S\u00e1bado Santo<\/a> para a b\u00ean\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11515b.htm\"><u>c\u00edrio pascal<\/u><\/a>. \u00c9 altamente prov\u00e1vel que o pr\u00f3prio <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08341a.htm\"><u>S. Jer\u00f4nimo<\/u><\/a> tenha composto uma tal <em>praeconium paschale<\/em> (ver Morin em Revue B\u00e9n\u00e9dictine, jan. de 1891), e nela a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07630a.htm\"><u>ideia<\/u><\/a> da suposta virgindade das abelhas \u00e9 afirmada, e a cera \u00e9 portanto considerada como uma tipifica\u00e7\u00e3o apropriada da carne de <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08374c.htm\"><u>Jesus Cristo<\/u><\/a> nascido de uma m\u00e3e virgem. Disto brotou o conceito adicional de que o pavio simboliza mais particularmente a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14153a.htm\">alma<\/a> de <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08374c.htm\"><u>Jesus Cristo<\/u><\/a> e a chama da Divindade que absorve e domina ambos. Assim a grande <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11515b.htm\"><u>vela pascal<\/u><\/a> representa Cristo, &#8220;a luz verdadeira&#8221;, e as velas menores representam cada indiv\u00edduo <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03712a.htm\"><u>crist\u00e3o<\/u><\/a> que luta para imitar Cristo em sua vida. Podemos dizer que este simbolismo ainda \u00e9 amplamente aceito na <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">Igreja<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do uso no <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02258b.htm\"><u>batis<\/u><u>mo<\/u><\/a> e em funerais (<a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04583b.htm\"><u>S. C<\/u><u>i<\/u><u>pria<\/u><u>no<\/u><\/a> em 258 foi sepultado <em>praelucentibus cereis<\/em>), aprendemos do assim chamado Quarto <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01199a.htm\"><u>Conc\u00ed<\/u><u>lio de Cartago<\/u><\/a>, que foi na realidade um <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/14388a.htm\"><u>s\u00ed<\/u><u>nodo<\/u><\/a> reunido no sudeste da G\u00e1lia (c. 514), que ao conferir a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10332b.htm\">ordem menor<\/a> do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01106a.htm\"><u>acol<\/u><u>itato<\/u><\/a> o candidato recebia \u201cum casti\u00e7al com uma vela\u201d. Este uso \u00e9 observado ainda nos dias de hoje. Tais velas como estas, portadas por <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01106a.htm\"><u>ac\u00f3<\/u><u>litos<\/u><\/a>, como vemos no Sacrament\u00e1rio Gregoriano e no &#8220;Ordines Romani&#8221; (Ordin\u00e1rio Romano), eram frequentemente usadas nas cerim\u00f4nias do rito romano desde o s\u00e9culo VII e provavelmente antes. As velas eram colocadas sobre o pavimento do santu\u00e1rio e at\u00e9 n\u00e3o muito tempo atr\u00e1s sobre os altares. Ainda assim a pr\u00e1tica de posicionar velas sobre o pr\u00f3prio altar parece vir de um pouco antes do s\u00e9culo XII. Como o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12260a.htm\"><u>Roman<\/u><u>o<\/u><u> pont\u00ed<\/u><u>fice<\/u><\/a>, de acordo com o &#8220;Ordines&#8221;, era precedido por sete <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01106a.htm\"><u>ac\u00f3<\/u><u>litos<\/u><\/a> portando velas, e como estas velas num per\u00edodo posterior eram colocadas sobre o altar e n\u00e3o mais sobre o pavimento, \u00e9 tentadora a hip\u00f3tese de identificar os seis casti\u00e7ais do altar de uma missa solene (note que elas s\u00e3o em n\u00famero de sete quando o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\"><u>bis<\/u><u>p<\/u><u>o<\/u><\/a> <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05001a.htm\"><u>dioces<\/u><u>ano<\/u><\/a> preside) com os casti\u00e7ais dos <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01106a.htm\"><u>ac\u00f3l<\/u><u>itos<\/u><\/a> do Ordin\u00e1rio Romano. Mas a respeito disso, veja o que escreveu Edmund Bishop em seu &#8220;Downside Review&#8221; de 1906. A ilumina\u00e7\u00e3o com seis velas sobre o altar \u00e9 imposta para toda missa solene, quatro para toda Missa Cantata, ou para a missa privada de um <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\"><u>bis<\/u><u>p<\/u><u>o<\/u><\/a> durante festividades, e duas para todas as outras missas. Contudo uma certa liberdade \u00e9 dada para se acender mais velas em ocasi\u00f5es de solenidade. Seis velas tamb\u00e9m devem ser acesas nas <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15381a.htm\"><u>V\u00e9sper<\/u><u>a<\/u><u>s<\/u><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09038a.htm\"><u>Laud<\/u><u>e<\/u><u>s<\/u><\/a> quando o Of\u00edcio \u00e9 cantado em grandes festividades, mas em ocasi\u00f5es menos solenes duas ou quatro s\u00e3o suficientes. As <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13216a.htm\"><u>rubric<\/u><u>a<\/u><u>s<\/u><\/a> tamb\u00e9m prescrevem que dois <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01106a.htm\"><u>ac\u00f3<\/u><u>litos<\/u><\/a> com velas devem entrar \u00e0 cabe\u00e7a da prociss\u00e3o ao altar, e que estas duas velas tamb\u00e9m devem ser seguradas para <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07462a.htm\"><u>hon<\/u><u>rar<\/u><\/a> a proclama\u00e7\u00e3o do Evangelho nas missas solenes, assim como \u00e0 entona\u00e7\u00e3o do pequeno cap\u00edtulo e das coletas nas <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/15381a.htm\"><u>V\u00e9sper<\/u><u>a<\/u><u>s<\/u><\/a>, etc. Similarmente o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\"><u>bis<\/u><u>p<\/u><u>o<\/u><\/a> quando entra na igreja \u00e9 recebido e escoltado pelos <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/01106a.htm\"><u>ac\u00f3l<\/u><u>i<\/u><u>t<\/u><u>o<\/u><u>s<\/u><\/a> portando velas. Novamente, um <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02581b.htm\"><u>bis<\/u><u>p<\/u><u>o<\/u><\/a> quando toma parte em qualquer fun\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03744a.htm\">eclesi\u00e1stica<\/a> no santu\u00e1rio tem um pequeno casti\u00e7al pr\u00f3prio, chamado de <em>bugia<\/em>, que \u00e9 segurado ao seu lado por um <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03579b.htm\"><u>cap<\/u><u>el\u00e3o<\/u><\/a> ou cl\u00e9rigo. As velas tamb\u00e9m s\u00e3o usadas nas <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05678a.htm\"><u>excomun<\/u><u>h\u00f5es<\/u><\/a>, na reconcilia\u00e7\u00e3o dos penitentes, e em outras fun\u00e7\u00f5es excepcionais. Elas t\u00eam um papel consp\u00edcuo no rito da dedica\u00e7\u00e3o de uma igreja e na b\u00ean\u00e7\u00e3o de cemit\u00e9rios, e uma oferenda de velas \u00e9 tamb\u00e9m feita no <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11217a.htm\"><u>Ofert\u00f3<\/u><u>rio<\/u><\/a> de uma missa <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11279a.htm\"><u>ordin\u00e1<\/u><u>ria<\/u><\/a> por aqueles que est\u00e3o rec\u00e9m-<a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11279a.htm\"><u>ord<\/u><u>enados<\/u><\/a>. Ao se conferir todos os <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13295a.htm\"><u>sacrament<\/u><u>o<\/u><u>s<\/u><\/a>, exceto o da Penit\u00eancia, \u00e9 obrigat\u00f3rio que sejam acesas as velas. No <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02258b.htm\"><u>batis<\/u><u>mo<\/u><\/a> uma vela acesa \u00e9 entregue nas m\u00e3os do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03430b.htm\"><u>catec\u00fa<\/u><u>meno<\/u><\/a> ou do padrinho que representa a crian\u00e7a. N\u00e3o \u00e9 l\u00edcito celebrar <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10006a.htm\">missa<\/a> sem se ter velas acesas, e se as velas estiverem em perigo de serem apagadas pelo vento, devem ser protegidas por lanternas. As <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13216a.htm\"><u>rubric<\/u><u>a<\/u><u>s<\/u><\/a> do &#8220;<a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">Missal<\/a> Romano&#8221; determinam que no momento d\u2019O Santo, mesmo de qualquer missa privada, uma vela adicional deve ser acesa e deve queimar at\u00e9 ap\u00f3s a Comunh\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12406a.htm\">sacerdote<\/a>. Esta <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13216a.htm\"><u>rubri<\/u><u>ca<\/u><\/a> contudo \u00e9 muito negligenciada na pr\u00e1tica at\u00e9 mesmo em <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13164a.htm\"><u>Rom<\/u><u>a<\/u><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao material, as velas usadas para fins <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09306a.htm\"><u>lit\u00fargicos<\/u><\/a> devem ser de cera de abelha. Isto \u00e9 observado por causa, provavelmente, da refer\u00eancia simb\u00f3lica \u00e0 carne de <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/08374c.htm\"><u>Cristo<\/u><\/a>, conforme explicado acima. No caso do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11515b.htm\"><u>c\u00edrio pascal<\/u><\/a> e das duas velas que s\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11189a.htm\"><u>obrigat\u00f3rias<\/u><\/a> nas missas, um <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/04670a.htm\"><u>decreto<\/u><\/a> recente da Congrega\u00e7\u00e3o para o Culto Divino (14 de dez. de 1904) decidiu que elas devem ser na sua \u201cm\u00e1xima parte\u201d de cera de abelha, o que os comentadores interpretaram como significando n\u00e3o menos que 75 por cento da sua composi\u00e7\u00e3o. Para outros prop\u00f3sitos as velas colocadas sobre o altar, p.ex. Nas B\u00ean\u00e7\u00e3o Solene, deve ser feita de cera &#8220;em grande parte&#8221;. Um m\u00ednimo de doze velas deste tipo \u00e9 prescrito para qualquer exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica do <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05584a.htm\"><u>Sant\u00edssimo Sacramento<\/u><\/a>, embora seis sejam suficientes para uma igreja mais humilde ou para uma exposi\u00e7\u00e3o privada. Via de regra a cor das velas deve ser branca, embora velas douradas e <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11395a.htm\"><u>pintadas<\/u><\/a> sejam permitidas com certas restri\u00e7\u00f5es. Nas missas rezadas pelos mortos, entretanto, e na <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/07435a.htm\">Semana Santa<\/a>, cera amarela ou descolorida \u00e9 usada. \u00c9 conveniente que as velas usadas para fins <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/09306a.htm\"><u>lit\u00fargicos<\/u><\/a> sejam <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/02599b.htm\"><u>benzidas<\/u><\/a>, mas isto n\u00e3o \u00e9 prescrito como uma <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11189a.htm\"><u>obriga\u00e7\u00e3o<\/u><\/a>. Uma b\u00ean\u00e7\u00e3o elaborada para as velas \u00e9 realizada na festa da Purifica\u00e7\u00e3o, em 2 de fev., tamb\u00e9m conhecida como <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/03245b.htm\"><u>Festa da Candel\u00e1ria<\/u><\/a>, que \u00e9 seguida de uma distribui\u00e7\u00e3o de velas e prociss\u00e3o. Em tempos antigos esta fun\u00e7\u00e3o era desempenhada pelo <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12260a.htm\"><u>soberano pont\u00edfice<\/u><\/a> onde quer que ele estivesse; e quanto \u00e0s velas aben\u00e7oadas nestas ocasi\u00f5es, algumas eram distribu\u00eddas entre a popula\u00e7\u00e3o e outras enviadas como presentes para <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11726a.htm\"><u>pessoas<\/u><\/a> de destaque. Uma forma menos elaborada de ben\u00e7\u00e3o das velas para ocasi\u00f5es ordin\u00e1rias est\u00e1 contida no <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10354c.htm\">Missal<\/a> bem como no Ritual.<\/p>\n\n\n\n<p>As velas foram, e ainda s\u00e3o, comumente usadas para queimar perante santu\u00e1rios aos quais os fi\u00e9is acorrem para demonstrar alguma devo\u00e7\u00e3o especial. A vela que se consome diante de uma <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/13641b.htm\">imagem<\/a> \u00e9 sem <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05141a.htm\"><u>d\u00fa<\/u><u>vida<\/u><\/a> considerada de uma maneira mais ou menos imprecisa como um s\u00edmbolo de <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/12345b.htm\">ora\u00e7\u00e3o<\/a> e sacrif\u00edcio. Uma pr\u00e1tica <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10285c.htm\">medieval<\/a> curiosa consistia em oferecer em algum santu\u00e1rio de prefer\u00eancia uma vela ou qualquer quantia de velas equivalente em n\u00famero \u00e0 altura das <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/11726a.htm\"><u>pe<\/u><u>ssoas<\/u><\/a> por quem se pedia um favor. Isto era chamado de \u201cmedir\u201d este ou aquele santo. A origem desta pr\u00e1tica pode ser rastreada at\u00e9 o tempo de Sta. Radegunda (m. 587) e percorrendo a <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/10285c.htm\">Idade M\u00e9dia<\/a>. Ela foi especialmente comum na <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/05445a.htm\">Inglaterra<\/a> e no norte da <a href=\"https:\/\/www.newadvent.org\/cathen\/06166a.htm\"><u>Fran<\/u><u>\u00e7a<\/u><\/a> nos s\u00e9culos XII e XIII. Para saber sobre muitos outros usos das velas, p.ex. No of\u00edcio de Trevas(<em>Tenebr\u00e6<\/em>), nas m\u00e3os dos falecidos, na Primeira Comunh\u00e3o, etc., o leitor deve se remeter aos respectivos artigos. (Ver ALTAR, subt\u00edtulo <em>&nbsp;<\/em><em>Velas do <\/em><em>Altar<\/em><em>.<\/em>)<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fontes<\/h2>\n\n\n\n<p>BAUMER no Kirchenlexikon, s.v. Kerze, Vol. VII, 395-402; ver tamb\u00e9m MUHLBAUER, Geschichte und Bedeutung der Wachalichter bei den kirchlichen Funktionen (Augsburg, 1874), uma monografia muito satisfat\u00f3ria; THALHOFER, Liturgik (Freiburg, 1893), I, 666-82; MARTIN AND CAHIER, Melanges d&#8217;Archeologie (Paris, 1853), III, 1-51; Bishop, Of six candles on the Altar in the Downside Review, julho, 1906, 188-203. Para decis\u00f5es recentes ver S.L.T., The Furniture of the Altar in The Ecclesiastical Review (julho, 1904), 60-64; VAN DE STAPPEN, Sacra Liturgia (Mechlin, 1902), III, 74-85; Callationes Brugenses (Bruges, 1905),X, 398-400; Ephemerides Liturgicae, XV, 379-88.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A palavra vela (candle) (candela, de candeo, queimar) foi introduzida na l\u00edngua inglesa como um termo eclesi\u00e1stico, provavelmente no in\u00edcio do s\u00e9culo VIII. Era conhecida na antiguidade e denotava qualquer tipo de objeto cil\u00edndrico no qual um pavio, geralmente feito de uma tira de papiro, era envolto em cera ou gordura animal. N\u00e3o precisamos nos &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/?p=566\" class=\"more-link\">Read the full post &rarr;<span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Velas&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[25],"tags":[],"class_list":["post-566","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-v"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=566"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/566\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":605,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/566\/revisions\/605"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/enciclopediacatolica.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}