Ibarra

(IBARRENSIS)

Diocese no sul do Equador, sufragânea de Quito, criada por Pio IX em 29 de dezembro de 1862, englobando as províncias de Carchi e Imbabura, previamente dentro da arquidiocese de Quito. Francesco Jabani, o Delegado Apostólico, nomeou como executor da bula o Bispo de Antioquia (Colômbia), Antonio Riaño, naquela época exilado em Quito, sob quem a ereção canônica da Diocese de Ibarra tomou lugar em 6 de agosto de 1865. Por dois meses o bispo Riaño esteve a cargo da diocese como administrador apostólico, e foi sucedido por José María Jerovi, mais tarde Arcebispo de Quito, e Arsenio Andrade, posteriormente Bispo de Riobamba. Finalmente, em abril de 1867, José Ignacio Checa y Barbo foi indicado como primeiro Bispo de Ibarra, mas em junho do ano seguinte foi transferido para a sé arquiepiscopal de Quito, sendo sucedido em junho de 1869, na diocese de Ibarra por Tomás Antonio Iturralde, que renunciou em 1875. Os próximos dois bispos, Pedro Rafael González* Calixto (1876-93) e Federico González* Francisco Suárez (1895-1906), foram depois indicados como Arcebispos de Quito. O quinto incumbente foi Ulpiano Pérez Quiñonez, nascido em 4 de agosto de 1863, em Quito, ordenado em 1887, mais tarde professor e reitor do seminário em Atocha, feito cônego em 1895, vigário-geral de Quito em 1898, e indicado para o Bispado de Ibarra em 11 de janeiro de 1907, tendo sido consagrado em 19 de maio do mesmo ano em Quito.

Estatísticas

De acordo com um comunicado do bispo datado de 23 de maio de 1907, a diocese tinha uma área de 3661 milhas quadradas, com uma população católica de 104.000, incluindo 36.000 na província de Carchi (Tulcan, a capital, sozinha abrangendo 5000), e 68,000 na província de Imbabura (Ibarra, a capital e sede da diocese, contando 5600). As 28 paróquias da diocese são divididas entre 8 decanatos (vicariatos foraneos): Tulcan, S. Gabriel e Mira, na província de Carchi; Otavalo, Cotacachi, Urcuqui, Hatuntaqui, e Ibarra (foraneo central), na província de Imbabura. Em complemento aos 55 padres seculares, 2 dominicanos e 2 mercedários se dedicam ao cuidado das almas, com cada ordem possuindo uma igreja em Ibarra. As Irmãs Carmelitas Descalças tinham uma comunidade de 14 irmãs em Ibarra; as betlemitas, uma academia para moças em Ibarra e uma em Tulcan; as Irmãs da Misericórdia, escolas para moças em Ibarra e Otavalo e um hospital e um orfanato em Ibarra. Em adição às escolas de primeiro grau havia em Ibarra um seminário preparatório (Seminario Conciliar S. Didaco) e o colégio nacional de S. Alfonso, ao lado de um colégio nacional em Tulcan. Candidatos ao sacerdócio estudavam no seminário em Quito. O capítulo da catedral, erigido em 18 de junho de 1866, consistia de 12 cônegos, incluindo 2 dignatários (deão e arquideão) e 4 oficiais (theologalis, doctoralis, magistralis, poenitentiarius). A cidade de Ibarra, fundada em 28 de setembro de 1606, que em 1906 celebrou o terceiro centenáriod e sua fundação, com grande esplendor, foi repetidamente destruída por terremotos e na noite de 15-16 agosto de 1868, arrasada até os alicerces. Foi desde então parcialmente recuperada da catástrofe, e contém, além da catedral, a paróquia de S. Agostinho e as igrejas conectadas com os monastérios dos dominicanos (S. Domingo) e mercedários (Nuestra Señora de la Merced), ao igreja antigamente a cargo dos Capuchinhos (S. Francisco), e aquela de S. María del Cármen. Havia também 6 capelas públicas. As confraternidades que foram canonicamente erguidas em Ibarra incluem aquelas da Perpétua Adoração, da Imaculada Conceição (para jovens moças), de S. José, da B. Maria Ana de Quito. As Ordens Terceiras de S. Francisco e S. Domingos tinham membros em quase cada paróquia da diocese.

Fontes

SUAREZ, Historia eclesiastica del Ecuador (Quito, 1881); IDEM, Historia general del Ecuador (Quito, 1880-1903); KOLBERG, Nach Ecuador (4th Ed., Freiburg im Br., 1897), 302-16; SPILLMAN in Die neue Welt, II (2nd ed., Freiburg im Br., 1904), 91-96; WOLF, Geografia y geologia del Ecuador (Leipzig, 1892), 547 spp.; Hojas Sueltas (Ibarra, 1901-).

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